pelo meio 
e através

2025

o ensaio nasceu de uma experimentação com a aplicação de light leaks como aberração intencional e conceitual no filme analógico

o processo químico que configura um light leak é a fotólise dos sais de prata de uma película. a exposição do suporte à luz de forma previa a sua revelação queima os sais de prata que desenham a imagem, gerando aberrações “luminosas”.

onde o tempo corre apressado, parando se encontra o místico do que sempre está ali.

seu cenário é a cidade e sua incompletude.

eternamente em obra e perpetuamente passageira.

o efeito apaga e evidencia e esconde metades, detalhes.

a falta que deixa lembra que aquilo já não existe fora do registro, é fugaz